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3 maneiras de criar vínculos com as pessoas (a ultima é surpreendente)

3 maneiras de criar vínculos com as pessoas (a ultima é surpreendente)

Nos relacionamentos pessoais uma das habilidades a ser desenvolvida é a capacidade de vinculação.

Você pode se vincular com as pessoas de maneira egoica, tendo como base a face evidente do ego ou a face mascarada, ou de forma virtuosa com base na empatia.

1. Vinculação baseada no desamor


Quando você se vincula com as pessoas conectado com a face evidente, a vinculação será caracterizada pelo desamor, produzindo em si a indiferença ou a crueldade em relação aos outros.
Quando a identificação acontece com a face mascarada será caracterizada pelo pseudoamor, gerando o sentimentalismo ou o fingimento no relacionamento.
Podemos agir ora com um ora com outro e até com ambos consecutivamente.
Na conexão com o desamor, caracterizada pelo egoísmo e egocentrismo, obtemos como resultado a crueldade, gerando na relação com os outros a violência, o desrespeito, maus-tratos, agressividade, ressentimentos, vingança, ódio etc.
Nesse movimento, de cunho reativo, há uma busca deliberada de prejudicar a pessoa com a qual se está vinculando.
Outra forma de vinculação pelo desamor é por meio da indiferença, caracterizado pela passividade. É um movimento de não nos importarmos com o que possa acontecer com as outras pessoas.
O que importa para a pessoa que atua assim é o seu bem-estar e atender às suas necessidades mesmo que seja em detrimento do bem-estar ou do atendimento às necessidades do outro.
Na realidade, esse movimento produz um falso bem-estar, porque ninguém pode verdadeiramente estar bem sendo indiferente ao bem-estar dos outros.

2. Vinculação baseada no pseudoamor


Na conexão como o pseudoamor da face mascarada do ego, o indivíduo tem uma postura sentimentalista diante das necessidades do outro.
Esse movimento é caracterizado pelo sentimento de dó ou pena dele, que é visto como um coitado, fato que o leva a querer resolver o problema do outro.
O que o motiva é um sentimento de culpa e/ou um senso de obrigação.
Pessoas assim sentem-se culpadas por problemas sociais e por dificuldades que acontecem a outrem e julgam-se na obrigação de resolver esses problemas.
Esse movimento tem relação com o mecanismo do salvacionismo, em que o indivíduo, por não aceitar os seus conflitos, foge de si mesmo praticando filantropia para ser aceito pelos outros.
Por maior que seja sua intenção positiva, esse movimento é uma atitude equivocada que resulta num servilismo e que, por isso mesmo, não gera um sentimento de plenificação pelo bem que se faz.

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Jamais conseguiremos nos sentir bem pelo bem que fazemos motivados pelo sentimento de culpa e obrigação.
Essa prática, por ser um instrumento de fuga dos sentimentos evidentes do ego, gera muitos conflitos em quem a pratica, pois a pessoa não se alimenta com o bem que faz.
Para atuar, ela, muitas vezes, passa por cima de suas necessidades básicas, buscando esquecer ou anestesiar a própria consciência pelo “bem” que está fazendo.
Com o passar do tempo tal prática resultará em maiores conflitos que acabam por aturdi-la, levando-a, muitas vezes, a desistir de praticar o bem, por não encontrar ressonância aos seus anseios.
Outras vezes continua na prática da filantropia com amargura, colocando-se como incompreendida em seus ideais.
Não é uma prática muito fácil de ser detectada, devido aos mecanismos subconscientes que a originam, mas é muito mais comum do que se imagina, especialmente em setores religiosos, político-sociais, em organizações não governamentais filantrópicas, dentre outros.

Outro mecanismo de mascarar o ego que se pode utilizar é o fingimento, a hipocrisia, mascarando-se conscientemente uma determinada postura no relacionamento para conseguir levar vantagem em uma situação específica.

Esta é uma atitude própria das pessoas manipuladoras, que usam as outras para conseguir o que desejam.

3. Vinculação baseada no amor


A vinculação baseada nas virtudes é a maneira proativa, inteligente emocionalmente, na qual direcionamos a vinculação por meio de nossa Essência de amor.
Diante das necessidades do outro, o indivíduo tem uma atitude de solidariedade, empatia e compaixão, isto é, ele coloca-se no lugar do outro, vendo-o como um ser em evolução assim como ele também o é, com as mesmas necessidades de amar, ser amado e conquistar a felicidade e a plenitude.
Ele faz o melhor que pode para ajudar o outro sem querer resolver o seu problema, pois não é a sua função.
Cada um de nós necessita se responsabilizar pela própria vida.
Toda ajuda é muito valiosa desde que essa responsabilidade não seja suprimida.
Com tal postura o indivíduo simplesmente ajuda o outro a se ajudar.
Ele age com responsabilidade diante do outro, mantendo a sua individualidade e respeitando a individualidade dele, ajudando o outro a desenvolver a responsabilidade por si mesmo.
O que o motiva é a consciência de si mesmo, como Ser Essencial, dotado da capacidade de amar e servir, fato este que o plenifica.
Somente esse movimento de amor essencial pode gerar o verdadeiro vínculo que é permanente, pois baseia-se na empatia, solidariedade e compaixão.
As posturas egoicas são transitórias, gerando relacionamentos superficiais e patológicos porque são originadas a partir do desamor ou pseudoamor.

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Somente o amor realmente vincula as pessoas uma às outras, por meio de laços indissolúveis enquanto os laços do desamor e pseudoamor são transitórios como todos os sentimentos que provém do ego.
Em outras palavras, podemos afirmar que todas as pessoas que utilizam o estilo de vinculação por meio do ego, um dia despertarão para o verdadeiro vínculo que pode se dar apenas com a energia do amor.
Isso vai nos possibilitar sentir que, em essência, estamos todos ligados pelos laços do amor, laços que transcendem a dimensão transitória do desamor e o do pseudoamor.
Podemos representar graficamente as três formas de vinculação do seguinte modo:

Percebe-se por este gráfico duas posturas extremistas (egoicas) e uma postura de equilíbrio (essencial)
Todos somos convidados a desenvolver cada vez mais a vinculação com os outros por meio das virtudes, de modo a ter uma excelente inteligência emocional nas relações interpessoais.
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