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A Terapia Regressiva como Comprovação da Reencarnação e sua Importância para a Psicologia Consciencial

A Terapia Regressiva como Comprovação da Reencarnação e sua Importância para a Psicologia Consciencial

Em nosso artigo anterior vimos a importância das pesquisas sobre a reencarnação realizadas com crianças e também com adultos que evidenciam a existência da reencarnação e a sua importância para a Psicologia Consciencial, pois a sua base é espiritualista e reencarnacionistas.

Além dos pesquisadores sobre a reencarnação temos hoje inúmeros psicoterapeutas que trabalham com a chamada terapia de vidas passadas, que publicaram livros valiosíssimos relatando as suas experiências, dentre os quais podemos destacar Morris Netherton, que escreveu o livro Vida passada – Uma abordagem psicoterápica e Edith Fiore, autora do livro Você já viveu antes, nos Estados Unidos; Joel L. Whitton, no Canadá, autor do livro Vida – transição – vida: explorações científicas no tempo de transição entre uma encarnação e outra; Roger Woolger na Inglaterra, autor do livro As várias vidas da alma; Patrick Druout, na França, autor dos livros Reencarnação e imortalidade e Nós somos todos imortais; Thorwald Dethlefsen, na Alemanha, autor de A Regressão de memória como método de cura – A comprovação experimental da teoria da reencarnação; Hans Tendan, na Holanda, autor das obras Panorama sobre a reencarnação e Cura profunda, dentre outros.
A partir de todo esse trabalho de pesquisa e psicoterapêutico, surge uma única conclusão: a reencarnação não é apenas uma teoria; é um fato, atestando de uma outra forma a existência do espírito imortal.
Sugerimos aos nossos leitores que busquem as referidas obras para se aprofundarem no tema.
Reflitamos, a seguir, um texto do psicólogo Thorwald Dethlefsen, que é formado pela Universidade de Munique na Alemanha, onde exerce a sua profissão, tendo larga experiência com a terapia de vidas passadas. É autor de várias obras como: A regressão a vidas passadas como método de cura – A comprovação experimental da teoria da reencarnação; O desafio do Destino; e A doença como caminho.
Vejamos um trecho do livro A regressão a vidas passadas como método de cura:

A ciência considera a consciência uma expressão do processo físico. Na minha opinião, a matéria, considerada pura e simplesmente, não encerra processos conscientes (como mostra
nossa experiência). Deveria a “matéria humana” constituir uma exceção? Mesmo quando aceitamos tal exceção, o conceito da morte é ainda assustador. Qual seria a finalidade de um corpo desenvolver uma consciência durante 60 anos e, de repente, extingui-la?
Em contrapartida, parece que a morte ganha melhor interpretação a partir da nossa hipótese. Quando separamos a alma do corpo a que dá vida, rompemos um elo (a vida) e promovemos aquilo que chamamos morte, um processo que, no dizer popular, corresponde ao “último sopro de vida”: dizemos que “fulano nos deixou” ou, ainda, que “o espírito deixou aquele corpo”, etc. Todas essas informações remetem a “alguma coisa” que abandona um corpo vivo, restando apenas um cadáver.
Esse corpo inerte jamais poderia ter sido a fonte do que chamamos de vida, consciência, personalidade e individualidade: era apenas um invólucro, um instrumento. Um computador precisa de um programa específico para que possamos utilizá-lo com a finalidade a que se destina. Sem o programa, temos apenas uma tela iluminada, nada mais. É fundamental que dissociemos a individualidade do homem do seu corpo físico. Quem estiver disposto a dar esse passo no sentido de modificar sua linha de raciocínio, pelo menos em parte, não terá, inicialmente, dificuldade em aceitar a hipótese da reencarnação.
Ao considerarmos possível a existência da alma desvinculada da matéria bruta, apresentamos, então, através da nossa experiência, os vários processos de união de uma determinada alma (individualidade) a um corpo. Em outras palavras, um “eu” individual percorre uma fase de existência corporal, liberta-se desse invólucro e, numa fase posterior, une-se novamente à matéria, numa nova existência. Esse “eu” seria sempre o mesmo, modificando-se apenas o corpo, de vida em vida.
[…]
A reencarnação é a lei da periodicidade. Observando a natureza, vemos o seu ritmo de crescer e definhar, de florescer e murchar, dia e noite, verão e inverno, vida e morte. Não existe nenhum fenômeno na natureza com um princípio e um fim, sem que este fim signifique o começo de alguma outra coisa. É exatamente essa mudança, essa troca de polaridade que permite a existência de tudo o que é vivo. A ligação com o todo é estabelecida através do ciclo da evolução de cada parte; a partir da polaridade se estabelece a unidade, que, por sua vez, abrange os dois polos.

Leia mais: A importância dos estudos sobre reencarnação para a psicologia consciencial

É compreensível que muitos não gostem de ouvir falar em reencarnação, pois esta atribui ao indivíduo uma responsabilidade pelo antes e pelo depois, podendo mudar sensivelmente os matizes do seu agora. Isto representa um choque para os que pensam que o suicídio é a última e melhor solução para resolver seus problemas. Temos novamente a polaridade: ao eliminarmos a responsabilidade desaparece o significado da vida.
Dificilmente haverá outra questão que toque mais o homem do que a pergunta: “Qual é o sentido da vida?”. Podemos falar sobre a importância de ser feliz, de ter uma família, filhos ou ainda do amor ao próximo. Se resolvermos aprofundar-nos nessa questão, chegaremos ao vazio, ao nada, é precisamente o fundamento de um viver que não está consciente da sua responsabilidade e da sua ligação com o cosmos.
Eu sei que falar de sentido nos tempos atuais soa um, pouco antiquado porque sugere “um mundo perfeito”, trazendo àqueles que põem no mundo a culpa da própria infelicidade e incapacidade de resolver problemas. Para essas pessoas não existe nada perfeito. Só os mais simplórios e tolos conseguem enxergar essa perfeição e, se desejamos ser intelectuais, devemos conviver com a falta de sentido. Em vista dessa simplificação, parece-nos mais desejável ser um simplório do que aceitar o pessimismo profissional.
Quando nos questionamos sobre o porquê da existência de uma aversão tão grande a esse mundo perfeito, assim como aos que sustentam a existência de um sentido para a vida, parece-me que estamos apenas desejando desesperadamente ocultar nosso próprio vazio interior. Não devemos perturbar-nos com aqueles que nos olham com compaixão e que tentam convencer-nos de que “parece um mundo perfeito demais, totalmente livre de temores, para ser verdade”.
Considerando a existência de um sentido e de uma responsabilidade a serem desenvolvidos nesta vida, entre o nascimento e a morte, devemos refletir sobre a melhor forma de realizar essa tarefa. Surge então a pergunta: responsabilidade sobre quem ou sobre o quê? Vamos ter de recorrer a um sistema de valores com um número imenso de variáveis. Mais difícil ainda é a busca do sentido da vida.
Qual é o sentido, por exemplo, de alguém morrer aos vinte anos? Qual o sentido de alguém nascer aleijado ou cego, rico ou pobre?
Voltemos ao modelo da reencarnação e vejamos como as perguntas em aberto encontram uma resposta, compondo um todo. Acho importante, esclarecer que, independentemente de qualquer demonstração, os fatos sempre apontam na direção da reencarnação. Seria assombroso se pudéssemos provar que não existe o renascimento.
As pessoas costumam inverter os fatos à sua maneira e considerar a reencarnação como algo absolutamente irreal, motivo pelo qual sentem, eventualmente, a necessidade de se apegar a argumentos baseados em critérios extremamente rígidos. Essas pessoas confundem o extraordinário com o improvável. Durante muito tempo julgou-se que o átomo era indivisível; quando se provou o contrário, mostrou-se que aquilo era extraordinário, mas não improvável.
A experiência mostra que tudo o que observamos e que se desenvolve encontra-se em evolução. Não uso o termo “evolução” com a conotação que lhe é dada por Darwin, como um acaso onde o desenvolvimento está ligado à possibilidade de sobrevivência. Evolução, na minha teoria, é exatamente o contrário de acaso: é o desenvolvimento superior planejado, a normalidade. Não existe acaso. Vivemos num cosmos, termo que, traduzido literalmente, quer dizer “o que é organizado” e de cuja organização depende o fluxo normal das coisas. Cada desvio provoca um desequilíbrio no conjunto, o que representa um perigo para o todo. Um cosmos que dá margem ao acaso é, em si mesmo, uma contradição.
Segundo a nossa interpretação, a evolução tem por objetivo atingir um desenvolvimento mais grandioso, uma lei que valha para todo o Universo e capaz de abranger toda a Criação. O homem, enquanto parte desse todo, roca desse tear, deve obedecer às leis desse desenvolvimento, posto que o todo só pode evoluir quando cada uma de suas partes integrantes o fizer. A tarefa do homem, portanto, é evoluir, e nada mais. A evolução não acontece por si mesma, ela é o resultado de um conflito energético, é o resultado de um processo de aprendizado. Para aprender, precisamos de um problema que nos permita tentar e errar, a fim de podermos aproximar-nos de uma solução. Quando resolvemos a questão, aprendemos a lidar com ela, e é através desse aprendizado que evoluímos.
Destino é um termo genérico para designar toda a sorte de problemas que o homem tem de enfrentar ao longo de sua vida a fim de provê-lo de toda a matéria suficiente para promover o seu desenvolvimento. Os problemas são as tarefas a partir das quais ele deve aprender, e não, como consideram muitos, algo de negativo, mas o subsídio para o autodesenvolvimento, o aperfeiçoamento e a evolução.
O homem pode aprender a lei da polaridade de forma ativa ou passiva. De forma ativa, quando enfrentamos o problema com disposição e como um convite à compreensão, ao aprendizado, para atingirmos uma etapa seguinte de nossa própria evolução. Infelizmente, esse processo de aprendizado é aplicado por uma minoria. É mais comum acumular e reprimir problemas do que tentar solucioná-los. Em tais casos, a pessoa em questão irá desenvolver um desejo de realização inconsciente, sendo manipulada por este e aprendendo de forma passiva aquilo com que não soube lidar ativamente.
O aprendizado passivo está sempre ligado ao sofrimento, e a essa situação costumamos dar o nome de “infortúnio”, “doença”, “acidente” etc. Praguejamos e sentimo-nos injustiçados, pondo a culpa no acaso. Infelizmente, não encontramos a quem atribuir a culpa a não ser ao próprio homem, ao ambiente em que vive, ao destino ou a Deus. A responsabilidade sempre é daquele que sofre, pois ele teve a chance de escolher, mas faltou-lhe a vontade, como acontece tão frequentemente, ou seja, faltou-lhe escolher entre aprender ativamente ou passivamente.
Essa postura não admite o “não aprender”, pois isso significaria estagnação e prejudicaria todo o processo de evolução. O conhecido “livre-arbítrio” restringe-se à “liberdade de escolha”, que sempre conduz o processo de aprendizado a uma pequena porção de desenvolvimento. O livre arbítrio proporcionaria ao indivíduo uma grande variedade de resultados, o que contraria a lei do cosmos. A “escolha”, ao contrário, é produto da lei da polaridade e não coloca em perigo o desenvolvimento equilibrado.
O destino é muito mais do que um poder anônimo e imensurável que ameaça o homem com sua casualidade e capricho. Ele é altamente pessoal, é o resultado de uma elaboração própria, é, enfim, o instrumento adequado para alcançar a evolução. Essa é uma verdade incômoda para aqueles que costumam projetar a culpa no destino e declinar da própria responsabilidade.
As diferenças que encontramos quando comparamos os destinos dos homens se explicam na medida em que cada um deles está, nesta sua vida, num estágio diferente de evolução e precisa enfrentar problemas e experiências específicos, para prosseguir em sua jornada. O destino da vida atual é o resultado de uma “cadeia de vidas”, no decorrer das quais a tarefa foi bem assimilada ou não. Todos nós enfrentamos agora problemas que no passado não foram tratados com discernimento suficiente e com os quais nos confrontaremos no futuro, até que consigamos resolvê-los 1.

Muito significativas as conclusões de Thorwald Dethlefsen, porquanto as nossas pesquisas com a regressão de memória no processo terapêutico também demonstram que somos aquilo que construímos. Quando temos uma limitação física ou emocional na presente existência é porque abusamos de nosso livre-arbítrio agindo contrariamente à lei de amor, seja com atos contra o nosso próximo, seja contra nós mesmos, ou ambos.

*

1 DETHELEFSEN, T. A regressão a vidas passadas como método de cura – A comprovação
experimental da teoria da reencarnação. São Paulo: Pensamento, 1993, p.54,55,
164,165,167,168.

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