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Como desenvolver a capacidade de trabalhar em equipe

Como desenvolver a capacidade de trabalhar em equipe

A capacidade de trabalhar em equipe é fruto do amadurecimento do ser humano, possível de ser desenvolvida por meio da inteligência emocional.

Para melhor entendimento, vamos inicialmente fazer uma análise psicológica do desenvolvimento das relações humanas.
Todo ser humano nasce completamente dependente de outros seres humanos, os pais, ou, na falta deles, de outras pessoas que necessitam cuidar da criança, pois do contrário ela perece.
Na infância, a relação de dependência com outros seres é natural e necessária ao nosso desenvolvimento saudável.
Depois, a partir da segunda infância e mais intensamente na adolescência, começamos, com o auxílio dos pais, a construir a nossa independência e, como adultos, continuamos a buscar nosso desenvolvimento.
Essa independência, porém, quando saudável, é interdependente social, pois nós vivemos em comunidade e por isso nos relacionamos em sinergia, em um movimento constante de dar e receber, que denominamos relação de interdependência.
Essa relação não envolve apenas os seres humanos, mas todos os seres vivos que compõem o nosso planeta e, numa visão maior, holística e transpessoal, todas as formas existenciais de diferentes dimensões do Universo.
Podemos representar graficamente o crescimento normal das relações humanas da seguinte forma:

O desenvolvimento das relações humanas


Podemos observar na pirâmide invertida que a relação de dependência na infância, é seguida por uma independência que se inicia na segunda infância, adolescência e se prolonga pela vida adulta, sendo esta interdependente para ser saudável. A pirâmide invertida representa a ampliação do relacionamento, da dependência para a interdependência.
Muitas vezes observamos que pessoas adultas costumam agir dentro de uma relação de dependência de outras pessoas.
Essa dependência pode variar desde uma dependência total, denotando uma autoestima e autoconfiança muito baixas até uma dependência parcial, na qual as pessoas buscas se apoiar nos outros.
As pessoas dependem da opinião dos outros para tudo, não sabem fazer nada sozinhas sem alguém para orientá-las naquilo que devem ou não devem fazer.
São pessoas que se colocam como vítimas das circunstâncias, sendo incapazes de assumir a responsabilidade pela própria vida.
Acham que as demais devem estar sempre à sua disposição para as “apoiarem” no que precisam realizar.

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Na realidade elas não querem propriamente ajuda, mas que os outros ajam por elas como se fossem muletas a sustentá-las.
É uma forma doentia de relacionamento.
As pessoas que agem assim têm dificuldade de trabalhar em equipe, pois não conseguem realizar o próprio trabalho e acabam atrapalhando o trabalho dos outros, porque estão sempre necessitando que alguém valide a sua atividade.

Outra forma de dependência comum nas relações humanas é aquela em que o indivíduo, extremamente egocêntrico, necessita do aplauso e da bajulação dos outros para poder realizar as suas tarefas.

São aquelas pessoas orgulhosas e presunçosas que necessitam, psicologicamente, ser “aplaudidas” nas atitudes que tomam, precisam, como se diz comumente, “massagearem” o seu ego para que produzam algo útil.
Tanto um caso como outro denotam uma atitude de extremo egocentrismo, normal na primeira infância; patológica, porém, na idade adulta.
Quem tem esse tipo de comportamento está doente das emoções; falta-lhe a inteligência emocional, precisa trabalhar o egocentrismo, assumindo uma postura mais madura e responsável.
Psicologicamente, o adulto normal sempre terá um relacionamento independente do outro.
Entretanto, essa independência acontecerá dentro de uma relação de interdependência sinérgica, em que a pessoa se desenvolve dentro de um contexto social cada vez mais altruístico, numa atitude de dar e receber constantemente.
Ela é independente em suas ações, mas sabe que as demais pessoas do seu grupo social dependem das atividades dela e, por isso, realiza as suas atividades da melhor maneira possível, cumprindo com a sua missão dentro da sociedade em que vive.
Esse tipo de atitude, da pessoa competente emocionalmente, é a única capaz de gerar as verdadeiras equipes de trabalho movidas por um mesmo ideal, nas quais todos aprendem a trabalhar a sua tendência ao egocentrismo em prol de uma causa.
Ao contrário, quando a pessoa tende ao egocentrismo, dificilmente ela estará convivendo harmoniosamente numa equipe de trabalho, pois a sua relação com o outro não é de interdependência altruística, mas de autoritarismo ou submissão egoísta.
O egocêntrico, como dissemos anteriormente, depende de que o outro lhe seja submisso, ou se torne ele próprio submisso, dependente dos outros, pois, ainda se encontra na postura infantil de ser o centro das atenções.
O que importa é ele e o seu ponto de vista, ou a sua aparente incapacidade, e não os ideais da equipe.
Fundamental, portanto, para desenvolver a capacidade de se trabalhar em equipe, é se libertar do egocentrismo por meio do desenvolvimento da inteligência emocional, tornando-se um adulto competente que sabe o que quer, tem um ideal e trabalha com afinco e responsabilidade por esse ideal.
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