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Conflitos no casamento: como solucionar

Alice costuma ter muitas contendas com o seu marido Alberto devido a forma de pensar diferente sobre assuntos os mais diversos. Quando o marido expõe o seu pensamento, Alice costuma contrapor com os seus próprios pensamentos, defendendo os seus pontos de vista, ironizando e sendo sarcástica com o esposo. Essa postura faz com que Alberto, se inflame e volte-se mais ainda contra ela buscando argumentar e tentar convencê-la de que ele está certo e ela errada e vice-versa. Quando nos defendemos, na verdade, atacaremos o outro, seja de forma mascarada ou evidente.

É comum no relacionamento um acusar o outro das dificuldades que surgem na relação. Alice costuma fazer acusações sutis, que ela mesma, muitas vezes, não percebe como acusações, mas que gera instabilidade no relacionamento. Essas acusações são fruto do processo de mascaramento do ego. Por exemplo, quando ela diz para Alberto que respeita a opinião dele, mas que ele tem que pensar na forma como tem se posicionado porque a forma poderia ser melhor. Outras vezes as acusações são bem explícitas, resultado da manifestação evidente do ego.

Isso faz com que a relação de ambos se torne um ringue de litígio, que torna o relacionamento conjugal insuportável. Alice resolveu mudar de atitude e buscou ajuda terapêutica para lidar com a situação criada na relação conjugal, pois se continuar dessa forma vão terminar se separando e não é isso que ela quer. Ela ama o esposo e espera viver em harmonia com ele.

Para se lidar com conflitos na relação conjugal ou em qualquer relacionamento interpessoal há sempre três opções, duas egoicas e uma essencial: as duas egoicas, negativas, são a reatividade e a passividade, as quais devemos evitar e uma positiva, essencial, é a proatividade, que é a forma ideal de agir.

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Se queremos ser pessoas inteligentes consciencialmente, somos convidados a nos libertar tanto da reação quanto da inação, para desenvolver uma atitude proativa frente à vida.

Alice tem agido com reatividade, porquanto quando Alberto diz algo que ela não concorda, ela rebate imediatamente, fazendo com que ele devolva, reagindo contra ela e o processo segue o seu curso, como descrevemos no início do artigo. A energia mental nessas condições se torna extremamente tóxica, porque essa reatividade gera uma troca não apenas de palavras ásperas, mas de energias mentais agressivas, que geram mais conflitos e adoece gradualmente o relacionamento e as pessoas envolvidas.

  Alice tem a opção de reprimir o seu comportamento reativo e forçar uma postura de passividade e não bater mais de frente com Alberto, fazendo silêncio verbal, mas jogar toda a sua reatividade internamente, ficando em uma verdadeira falação mental sobre o que poderia dizer. A sua energia mental continua tóxica, com a diferença que não fala nada verbalmente, mas continua emitindo pensamentos e sentimentos negativos, que faz muito mal a ela mesma e atinge o marido, devido a ruminação mental que ela fica vitalizando.

A opção saudável é a proatividade, na qual a pessoa opta por desenvolver as virtudes do amor, da compaixão, da mansidão e da humildade, em sintonia com a lei de amor presente em sua consciência, conforme preconiza a Psicologia Consciencial.

Alice é convidada a desenvolver duas técnicas: o silêncio proativo e o diálogo proativo.

O silêncio proativo é estruturado a partir do exercício das virtudes, especialmente o amor incondicional, a compaixão, a humildade e a mansidão. Significa fazer silêncio verbal e mental, trabalhando para que a energia mental seja equilibrada, na qual, sob a ação da vontade, a pessoa faz exercícios para aquietar os seus pensamentos e sentimentos, ressignificando os sentimentos egoicos por meio do exercício das virtudes essenciais.

O que faz com que ajamos de forma reativa ou passiva é o orgulho e a rebeldia. Por isso, somos convidados, se quisermos agir de forma proativa, a desenvolver a humildade e a mansidão para conseguir exercitar outras virtudes filhas dessas duas, como a paciência e a tolerância para aceitar o outro como ele é em essência e como ele ainda está, com os seus sentimentos e comportamentos egoicos. Para isso, entra o exercício do amor incondicional e da compaixão. Amar o outro como ele é e como ele está, e, ao mesmo tempo, sentir compaixão pela pessoa com as suas deficiências.

O exercício dessas virtudes irá permitir que Alice faça o silêncio proativo, no qual ela não diz nada, mas em vez de ficar em uma falação mental, como é no silêncio verbal passivo, ela ficará emitindo uma energia mental equilibrada por Alberto. Por exemplo, no momento em que ele estiver exaltado tentando impor algum ponto de vista, ela irá silenciar, visualizando uma energia luminosa saindo do seu coração e indo ao encontro do esposo; emitindo um pensamento positivo por ele; orando pedindo ajuda a Deus para ela e para o seu esposo se harmonizarem. Enfim, transformando aquele momento que poderia ser de discórdia em um momento de pacificação, mesmo que essa paz somente ela sinta em um primeiro momento.

Em um próximo artigo falaremos sobre o diálogo proativo.

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