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Os dois tipos de desconfiança em Deus, o segundo é surpreendente

Os dois tipos de desconfiança em Deus, o segundo é surpreendente

Neste artigo sobre Psicologia Consciencial continuaremos a refletir sobre a fé.

No âmbito da Psicologia Consciencial, trabalhamos a fé em uma visão não religiosa, não teológica, que surge a intrinsecamente dentro do ser humano.

A dúvida tem a sua origem quando o indivíduo intensifica o movimento de afastamento da Essência Divina que é, do amor e da verdade essenciais e, consequentemente, de Deus pela negação sistemática da existência de  Arquétipo Primordial e do conjunto de leis que organizam o universo.

A causa da dúvida é a insegurança existencial.

O indivíduo desconfia de si mesmo, da Vida e de Deus.

Esse estado resulta da ausência de pureza de propósitos, pois ele está fugindo do Essencial que há em si mesmo.

O indivíduo que discorda das leis de Deus não exercitará a virtude do sentimento de filiação divina e, com isso, vai se desconectando das energias amorosas do Universo, direcionadas pela lei de amor.

Ao agir assim, na contramão desse fluxo, não se sentirá, também, pertencendo ao Universo.

Eis o cenário para a eclosão da insegurança existencial.

Uma metáfora que define bem esse estado é a de um peixe fora d’água.

Não há como se sentir confortável envolto nessa energia discordante.

Leia também: Como se libertar do temor a Deus

A dúvida é manifestação decorrente de dois processos: ignorância de si mesmo, isto é, ignorância de que se é um espírito imortal, filho de Deus, aprendiz da vida; e ignorância da existência de leis universais de Deus.

Tudo isso produz não uma dúvida circunstancial, mas uma dúvida existencial.

A dúvida circunstancial é natural por ser um processo de insegurança corriqueira, que acontece quando o indivíduo deve realizar uma ação pela primeira vez, por exemplo.

Se ele cultiva a virtude do sentimento de filiação divina e de aprendiz da vida, mesmo com dúvidas tomará uma decisão, realizará a ação e aprenderá com a experiência, independentemente do resultado, das possibilidades de erro ou de acerto.

A dúvida existencial é bem mais profunda e resultante da identificação egoica do indivíduo resultante do seu afastamento da própria essência e de Deus.

O existencial é, pois, aquilo que existe de mais profundo na existência espiritual do ser, desde o princípio de sua formação.

Com isso, o indivíduo se desconecta do Criador, existencialmente, e cria a dúvida irracional, irrefletida e intelectualizada.

Estudemos como criamos essa dúvida profunda em que intensificamos a desconfiança em Deus, que impede a conexão com a realidade essencial, sabendo que isso tem origem nos sentimentos egoicos da rebeldia e do orgulho.

A desconfiança em Deus

Observemos a figura acima, que expõe os dois tipos de desconfiança em Deus.

Um é a desconfiança explícita, na qual o indivíduo se diz ateu e nega a existência de Deus.

Para ele, Deus é uma invenção de religiosos para enganar as pessoas, e tudo o que está relacionado ao divino e ao espiritual é considerado inverdade.

O outro tipo é a desconfiança implícita, em que o indivíduo diz que crê em Deus, baseado na referência teológico-dogmática imposta pelas diversas religiões com base no temor a Deus, sem senti-lo no próprio coração, em espírito e verdade.

Assista também: De onde vem a consciência?

A maioria dos que creem em Deus está nesse rol, pois o indivíduo acredita, mas não raciocina, nem reflete sobre a existência de Deus em um contexto lógico, trazendo a sua presença para dentro da sua vida, em espírito e verdade.

Aqueles que creem dessa forma enquanto as questões atinentes às suas vidas e aos seus entes queridos estão acontecendo de forma agradável permanecem muito bem, acreditando em Deus e naquilo que as suas religiões pregam, porém, quando lhes surgem as experiências-desafio a que todos somos convidados a viver, eles tremem nas bases e demonstram a desconfiança implícita.

Por que isso lhes ocorre?

Porque houve apenas o exercício do raciocínio superficial sobre Deus e sobre as questões espirituais, baseado em dogmas focados na obrigação de crer, sem reflexão sobre esse conhecimento em suas vidas, de modo a sentirem no coração aquilo que sabem e para, aí sim, vivenciar, de forma inabalável, a crença em Deus e nas demais questões espirituais da vida.

Para desenvolver a fé convicta, é necessário superar essa desconfiança, exercitando mais largamente o raciocínio, a reflexão e o sentimento.

Todos nós, mesmo aqueles que declaram não acreditar em Deus, sabemos, subconscientemente, em nível profundo, de sua existência, porque somos Seres Espirituais, criação dele e não é possível negar, de fato, essa realidade, mesmo quando isso acontece em nível racional.

Portanto, somos convidados a superar a descrença por meio do esforço em raciocinar, refletir para poder sentir a presença de Deus em nossas vidas.

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