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Você sabe qual a principal consequência da revolta contra a vida?

Você sabe qual a principal consequência da revolta contra a vida?

Neste artigo, refletiremos sobre a causa mais profunda da depressão.

A causa mais profunda da depressão é o negativismo, cujas raízes se encontram na rebeldia, sentimento negativo que a pessoa tem o dever de ressignificar para se tornar saudável.

Depressão e negativismo andam sempre juntos.

Para a pessoa depressiva, tudo parece sem sentido, vazio e sem graça.

Não há motivos para alegria.

Tudo que existe na vida parece fútil ou sem importância.

Há uma tendência da pessoa em depressão de ver tudo sob um viés negativo.

Percebe não somente a si própria, mas todo o mundo à sua volta de forma negativa.

Ela faz de tudo para reforçar as suas crenças de que as coisas estão tão mal quanto imagina.

A pessoa que tem depressão tende a fixar um detalhe negativo de uma situação e, por isso, acredita que ela é negativa em si mesma, pois há uma rejeição das positivas.

Outras vezes chega a transformar experiências neutras ou positivas em negativas.

Por exemplo: quando alguém a elogia ao dizer que fez alguma coisa bem-feita, ele distorce a realidade, imaginando que a pessoa está sendo falsa ou está lhe dizendo aquilo apenas para agradá-la.

Devido à sua autoestima deficiente, há uma percepção de sua autoimagem extremamente negativa, em um processo de autodesvalorização e desesperança.

A pessoa sente desânimo para tudo, acha que sua situação não tem solução, que é um caso perdido, que não tem valor, que nada vale a pena etc.

No caso da depressão, a característica principal é uma falta de significado e de interesse pela vida, gerado por um estado de rebeldia, de revolta em relação à vida.

Pode parecer à primeira vista que a pessoa depressiva não age com rebeldia, mas todo processo de negativismo é em si mesmo um processo de revolta contra a vida.

A pessoa depressiva entra em um processo de negação da vida.

O mundo não está “ao seu serviço”, e, por isso, perde o significado.

O mundo deve ser como ela imagina.

Vamos dar um exemplo figurado: se ela quer que o céu seja azul hoje, e cor-de-rosa amanhã, assim deve ser.

E não há nada que aconteça que a possa saciar.

Mesmo que fosse possível que amanhã o céu estivesse cor-de-rosa, ela acharia um meio de estar insatisfeita, por exemplo, desejando que ele estivesse em um tom diferente de rosa.

Na vida real, acontece uma insatisfação com tudo o que ocorre, pois há um desejo da pessoa poder controlar a forma como a vida se manifesta, e como esse desejo não passa de uma ilusão, ela se deprime porque não tem o poder de fazer com que as coisas sejam do seu jeito.

Em todas as pessoas depressivas – muito embora com diferentes formas de expressão –, a raiz é sempre a mesma: a rebeldia.

A pessoa depressiva tem um movimento oposto ao amor e à felicidade.

Ela entra numa antítese do movimento natural da vida, do exercício do amor e da busca da felicidade.

A pessoa depressiva tem uma dissonância cognitiva que faz com que ela produza pensamentos extremamente negativos.

Muitas vezes, fixa-se no passado, em algo que perdeu, que acha sempre melhor do que o presente, pois não há como se retornar a ele.

Outras vezes, as pessoas depressivas se fixam naquilo que não foi realizado, naquilo que gostariam de ter feito e não fizeram, que, para elas, é sempre melhor do que as oportunidades presentes.

As sensações de perdas são frequentes. Estão sempre focadas na perda, na falta.

Apegam-se àquilo que não têm, em detrimento daquilo que têm.

Esse negativismo é uma tendência, cujas matrizes já existem desde a infância, que vai se manifestar, mais intensamente, na adolescência ou na vida adulta, devido à não valorização da vida, da própria e dos outros.

Quanto mais revolta contra a vida cultuam, mais se aprofundam no negativismo.

Com a rebeldia sistemática, gastam muita energia.

Ao entrarem num movimento antinatural de negativismo, rebeldia e desamor, as pessoas depressivas geram para si cada vez mais infelicidade.

A consolidação dos sentimentos negativos bloqueia o fluxo de amor, alegria e felicidade próprios da Essência Divina que todos nós somos, reflexo de Deus em nós.

Tudo no Universo nos convida ao amor, ao bem, ao bom, ao belo, à alegria, à felicidade.

Basta observar a natureza em torno de nós.

Você vai gostar de ler: Por que existe tanta desesperança nas pessoas com depressão?

O Sol que nasce e se põe diariamente em miríades de cores deslumbrantes, os pássaros com seus cantos maviosos, as flores embelezando o caminho, toda a natureza em festa, expressando o infinito amor de Deus por todas as suas criaturas.

E a pessoa depressiva o que faz?

Em meio ao sofrimento que criou, vira as costas a tudo isso para cultuar sistematicamente a sua rebeldia por não ter o Universo aos seus pés, da forma como ela acha que deveria.

A pessoa com tendência depressiva torna-se uma revoltada frente à vida.

Revolta-se contra todas as circunstâncias que a desagradam.

Ela quer que o Universo seja de conformidade com o que ela acredita ser perfeito.

E tudo o que não está em conformidade com aquilo que ela espera gera muita revolta, que irá despender uma grande quantidade de energia, que é jogada fora pela própria atitude da pessoa depressiva, num movimento enganoso de querer que os seus desejos sejam satisfeitos, e não a vontade de Deus.

Ela não consegue ver a vida como uma dádiva, que tem os seus desafios, mas que nos convida ao bem e ao amor continuamente.

Assista ainda o vídeo: Depressão: Será Que Tenho?

Percebamos que a causa mais profunda da depressão vem de um sentimento de pseudo-onipotência que a pessoa depressiva gostaria de ter, para fazer com que tudo que ela desejasse ser diferente, que assim fosse.

Mas, como somente Deus é onipotente, ela se revolta e se deprime, pois a vida não se dignou a atender aos seus caprichos.

 Essas ações colocam as pessoas depressivas na antítese da vida.

Elas se deprimem porque não se integram na vida.

Permanecem à parte da vida.

Excluem-se da dinâmica da vida, porque a vida não é como elas desejam que seja.

É fundamental que a pessoa depressiva tome consciência do quanto lhe faz mal esse negativismo e busque transformá-lo, gradualmente com esforços continuados, pacientes, perseverantes e disciplinados.

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