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Como se libertar do medo

Como se libertar do medo

Neste artigo sobre Psicologia Consciencial refletiremos sobre o medo patológico e como superá-lo.
Para superar o medo patológico, somos convidados a conhecer as suas causas.
São muitos e bem fortes os medos que trazemos, desde os objetivos até os imaginários, que não têm fundamentos psicológicos, a não ser pelo desconhecimento das leis de Deus e pela falta de autoconhecimento, como no caso do medo do desconhecido.
A seguir, apresentamos uma classificação dos principais medos patológicos, que são desenvolvidos a partir do conflito de vulnerabilidade.
Em relação à identidade: medo de não merecer; medo de não se realizar.
São os medos mais profundos que podemos ter, pois se constituem em negação de elementos que dizem respeito à nossa realidade Essencial.
Requerem uma atenção muito grande para que o indivíduo se liberte deles.
Medo de não merecer: está ligado à crença de não merecimento da felicidade.
Todos nós fomos criados para ser felizes como uma determinação de Deus.

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Essa determinação faz parte da força endoevolutiva e todos marchamos inexoravelmente para a felicidade, que vai ser conquistada a partir do despertar do Ser para que una a força endoevolutiva à força autoevolutiva, utilizando todo o poder de sua vontade para evoluir e ser feliz.
O medo de não merecer acontece devido à visão teológico-dogmática do Deus punitivo que gera muitos traumas nos indivíduos.
Trazemos em nós muitos traumas existenciais e interexistenciais resultantes do medo da punição divina.
Quanto mais se recua no tempo, especialmente na Idade Média, vamos encontrar verdadeiras lavagens cerebrais realizadas por líderes religiosos focados na culpa e na punição divina, produzindo o sentimento de não merecimento como mecanismo de autopunição, porquanto Deus não nos pune.
Ele criou leis que nos convidam a sermos responsáveis pelas nossas escolhas e passemos pelas consequências delas para que possamos aprender quando erramos e busquemos reparar os erros, quantas vezes forem necessárias.
No entanto, como existe a pregação a respeito do pecado e da punição, a humanidade imprimiu todo um arquétipo autopunitivo, em substituição a não existente punição divina.
O medo de não merecer ser feliz é um dos medos mais profundos que nós criamos.
O que o mantém é a culpa que está relacionada à preguiça moral, porque enquanto o indivíduo gasta energia de forma improdutiva com a culpa, que é composta de autojulgamento, autocondenação e autopunição, ele crê, devido às crenças teológico-dogmáticas da punição eterna no inferno, que está se purificando pela autopunição, porque há teologicamente a ideia de que as penitências purificam o ser.
Porém, isso é uma falácia.
Só há uma forma de nos purificarmos: o cumprimento do código moral de leis pela prática das virtudes, e isso pede esforço e determinação, que a pessoa que se culpa não está disposta a realizar.
Esse medo produz um autoboicote muito intenso, pois todas as situações que geram felicidade são boicotadas pelo indivíduo para que ele mantenha a sua autopunição, sabotando o próprio direito de ser feliz.
Para se libertar desse medo, é fundamental libertar-se da visão teológico-dogmática de Deus, substituindo-a pelo cultivo da conexão direta com o Criador da Vida, no altar do próprio coração, em espírito e verdade, bem como se conectar profundamente com a lei de amor para exercitar a virtude do autoamor para se permitir ser feliz.
Medo de não se realizar: é o medo de não realizar o plano existencial, formado de propósito e programa existenciais.
A realização do plano existencial é aquilo que existe de mais profundo em nós, pois é a garantia de se tornar um indivíduo melhor, utilizando a personalidade transitória para evoluir espiritualmente.
Isso somente acontece quando vivemos no corpo como espíritos imortais que somos, fazendo com que a personalidade transitória seja um instrumento do Ser Essencial.
Esse medo está intimamente ligado ao medo de não merecer.
O indivíduo boicota a própria realização do plano existencial, pois a sua efetivação gera uma profunda felicidade.
Com isso, ele gera um círculo vicioso, pois, devido ao autoboicote decorrente da autopunição, toda e qualquer iniciativa que faria com que a pessoa se tornasse autorrealizada é boicotada.
Os medos de nível de identidade têm a mesma causa e são ressignificados da mesma forma, a partir de um profundo amor às leis de amor e da verdade, bem como o exercício das duas virtudes primordiais: o amor e a verdade, para que de forma verdadeira nós acionemos a lei de liberdade com consciência e decisão para acessar as leis de permissão e do mérito, para nos permitir sermos felizes.
Em relação ao corpo: medo da morte; medo de doença; medo da velhice; medo da invalidez etc.
Estes medos decorrem da fragilidade da vida física, pois todos sabemos que iremos morrer um dia e que antes dessa ocorrência poderemos ficar doentes, idosos, inválidos.
São medos próprios da transitoriedade da personalidade.
Esses medos surgem da incerteza em relação à imortalidade e ao que irá acontecer no futuro.
Muitas vezes, são resultantes de traumas interexistenciais gerados em reencarnações anteriores nas quais o indivíduo passou por situações de doenças, invalidez, velhice e mortes muito dolorosas.
Há um medo de se repetir na atual existência o que viveu no passado devido à memória subconsciente que traz consigo.
Esses traumas ficam marcados no nosso psiquismo até que sejam ressignificados.
Para ressignificar esses medos, somos convidados a desenvolver as virtudes, especialmente o sentimento de aprendiz, fazendo todo bem possível, pelo cumprimento do propósito e programa existenciais, cultivando a nossa condição de espíritos imortais, momentaneamente encarnados.
Não basta saber-se espírito imortal.
Somos convidados a nos sentirmos e vivermos como espíritos imortais.
Em relação aos relacionamentos: medo de não ser amado; medo do abandono; medo da perda; medo da solidão etc.
São medos derivados dos medos de nível da identidade, pois são resultado de um estado de carência afetiva, na qual o indivíduo não exercita a virtude do autoamor, e, com isso, torna-se profundamente carente de amor.
Ao sentir a carência, projeta-a em outras pessoas, gerando uma dependência afetiva, pois busca nos outros aquilo que somente ele próprio pode preencher por meio de exercícios de autoamor.
Gera, em virtude disso, grandes desafios nos relacionamentos, porquanto a pessoa torna-se insaciável, pois o outro não tem como nos preencher de autoamor.
Daí surgem os medos de não ser amado caso a pessoa não tenha um relacionamento afetivo; de ser abandonada caso tenha uma relação; ou de perder o afeto dos outros.
Pessoas que cultuam esses medos vivem em uma insegurança muito grande, que as faz sofrer muito.
Geram sentimentos como possessividade e ciúme, pois a pessoa, devido ao medo de perder ou de não se ter, apega-se intensamente ao outro, que termina por se sentir sufocado, e, quase sempre o abandona, por não aguentar a opressão.
Para que consigamos ressignificar esses medos em relação aos relacionamentos, somos convidados a exercitar o autoacolhimento amoroso.
Quando o indivíduo se ama, ele se preenche de amor e, por isso, não tem medo de não ser amado, pois o seu amor lhe basta.
É claro que isso não o impede de amar outras pessoas e ser amado por elas.
Ao contrário, pois ao se preencher de amor ele se torna independente psicologicamente, fato que aumenta o seu nível de interação social em um processo de autonomia e interdependência social.
É por isso que pessoas que nutrem um profundo amor por si mesmas têm relacionamentos afetivos sólidos tanto com o parceiro ou parceira quanto com familiares e amigos.
Em relação ao tempo: medo de não aproveitar o tempo; medo de acontecer fatos desagradáveis como no passado; medo do futuro etc.
Medo de não aproveitar o tempo: o medo de não aproveitar o tempo está relacionado ao medo existencial de não realizar o propósito e o programa existenciais.
O indivíduo tem medo das consequências de não utilizar bem o tempo, que é uma dádiva para que possa evoluir.
O autoboicote do medo de não se realizar está presente também.
Outras pessoas têm medo de não aproveitar o tempo para poderem gozar o máximo possível até a exaustão, processo egoico da busca do prazer e da fuga da dor, mas que gera muito sofrimento.
Medo de acontecer fatos desagradáveis como no passado: trata-se de um medo muito comum, porquanto há uma tendência pessimista de que se algo desagradável aconteceu irá acontecer sempre.
O indivíduo lamenta o que lhe aconteceu e teme que venha a se repetir no presente e no futuro.
Medo do futuro: é o medo do que vai acontecer no futuro.
Está ligado às incertezas da vida corporal.
Somente podemos viver o aqui e agora, o tempo presente.
O passado nos serve para aprender com as experiências.
O futuro é resultado de nossas ações presentes.
Quanto mais aprendemos com as experiências e nos melhoramos, aqui e agora, melhor será o nosso futuro.
Por isso, viver como espíritos imortais momentaneamente encarnados cumprindo o código moral de leis, desenvolvendo as virtudes, é o antídoto para se viver no tempo presente sem ilusões de que se vai controlar o futuro.
O caminho correto é o de aproveitar o tempo, dando o melhor que se pode na própria melhoria, realizando esforços para auxiliar as demais pessoas.
É fundamental lembrar que o tempo é uma dádiva de Deus para evoluirmos e que o tempo dado à personalidade transitória como instrumento do Ser Essencial é limitado e deve ser utilizado da melhor maneira possível.
Para isso, o desenvolvimento da inteligência consciencial é imprescindível.
Em relação às circunstâncias: medo de não poder controlar as situações; medo de errar; medo dos acontecimentos que circundam a vida.
Esses medos estão relacionados a um desejo de controlar as situações externas e os acontecimentos que ocorrem à nossa volta, o que não passa daquilo que denominamos ilusão de controle.
O indivíduo desenvolve um sentimento de pseudo-onipotência, desejando um poder sobre-humano que somente o Criador da vida tem. Como isso não é possível, o indivíduo acaba entrando em um sentimento de impotência, acreditando que não pode dominar nem mesmo o seu mundo interior.

É fundamental que desenvolvamos virtudes como o sentimento de filiação divina, o sentimento de aprendiz, a humildade e a mansidão para reconhecer que trazemos limitações e que não somos superpessoas capazes de controlar tudo e todos e nunca errar; ao contrário, somos indivíduos ainda limitados capazes de passar por diversas experiências, acertar e errar, e sempre aprender com elas.
Em relação a todos os medos que ainda trazemos, é fundamental tomarmos consciência de nossas necessidades e dizer em nossa intimidade: Eu sinto grandes sentimentos de medo dentro de mim.
Estes medos me impulsionam ao afastamento da minha essência e querem me direcionar para a fuga, mas eu quero cuidar destes sentimentos para aperfeiçoar-me.
Ressignificando os medos que existem dentro de mim, quero cuidar de tudo aquilo que os está causando.
Eu quero enxergar com os olhos da verdade os medos que tenho.
Quero permitir-me acender a luz da coragem e ir ao encontro de mim mesmo(a) e descobrir que os medos inexistem no âmago de minha essência.
Nesse nível, somente existe a presença amorosa de Deus.
Quando estivermos dispostos a desenvolver a coragem geradora da profunda vontade de cuidar de nós mesmos, libertando-nos dos medos, superaremos o sentimento de abandono existencial que, em realidade, é um autoabandono.
Para isso, é fundamental desenvolver a fé intrínseca e convicta, conforme vimos nos artigos anteriores.
A fé, portanto, é semelhante a um tecido feito num tear de entrelaces muito detalhados e reúne em si a energia de muitas virtudes.
A partir do desenvolvimento dessas virtudes pelo esforço continuado, paciente e perseverante e disciplinado, fortalecemo-nos, o que nos permite ir ao encontro da grande fortaleza da onipresença, da onipotência e da onisciência do Criador.
Depois de desenvolvermos a conexão criatura/Criador, poderemos reconhecer que, além do cuidado que nos dispensamos, sempre recebemos o grande amor de Deus, que cuida de todos os seres sencientes.
Saber e sentir isso traz ao coração forte energia de proteção, de segurança existencial.
 
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