0
  • Carrinho vazio

    Você não tem nenhum item no seu carrinho de compras

0
  • Carrinho vazio

    Você não tem nenhum item no seu carrinho de compras

Enter your keyword

post

Como você deve encarar seu ego?

Como você deve encarar seu ego?

Na abordagem da PsicologiConsciencial, o ego é uma estrutura transitória de nossa psique, que deve ser transcendida para se buscar aquilo que é permanente, o Essencial em nós mesmos. O ego é aquele que não é, pois é transitório. 
Podemos atestar, dentro de uma visão consciencial, que o ego não existe como uma entidade em nossa psique a ser reforçada como as correntes tradicionais da psicologia conceituam. O conceito de ego como uma entidade separada a ser fortalecida é fruto do materialismo que ainda predomina nas diferentes abordagens psicológicas. 

O ego, na abordagem psicológica consciencial, representa uma parte do todo que forma a nossa psique, no qual as virtudes essenciais não estão sendo exercitadas, dando origem aos sentimentos egoicos, como orgulho, ansiedade, egoísmo etc. 

Analisemos, por exemplo, esta tríade: orgulho, ansiedade e egoísmo. Esses sentimentos são apenas nomenclaturas para que identifiquemos a ausência do exercício das virtudes essenciais. Eles não são reais. Não podemos dizer que eles não existem, mas não são reais, no sentido de que o real é o permanente, é o essencial. Eles são a ausência do exercício da virtude correspondente. Dentro do conceito da impermanência, por mais que, em nós, haja orgulho, egoísmo e ansiedade, de um ponto de vista transcendente, cedo ou tarde, todos vamos nos libertar desses sentimentos, apesar de que circunstancialmente eles se tornam reais naquele momento, gerando a densificação do ego. Mas, ao longo do tempo, eles tendem a desaparecer, porque o ego é aquele que não é. 
Todos esses sentimentos egoicos não sãoestão, porque são ausência do exercício das virtudes essenciais que somos. O que queremos colocar é a questão da ausência, do não serdo estar. O estado é impermanente. O orgulho é a ausência do exercício da virtude da humildade. A ansiedade é a ausência do exercício da virtude da serenidade. O egoísmo é a ausência do exercício da virtude do altruísmo. 
Quando não nos dispomos a desenvolver as virtudes latentes do Ser Essencial, estamos vivendo o irreal do não ser. O ego é apenas o não movimento do Ser Essencial (Self). Quando o Ser Essencial não ageo ego que não é se situa, transitoriamente. 

Você também pode gostar: Máscaras do Ego: Por que elas dificultam o desenvolvimento da Inteligência Emocional?

Utilizemos agora uma linguagem metafórica para facilitar ainda mais o entendimento: suponhamos que o nosso Ser fosse uma mão com 5 dedos. Cada um com uma função. Mas apenas 4 dedos exercitam a sua função. O polegar não. Ele é menos dedo do que os outros? Ele é coisa diferente da mão? Ele continua sendo parte, apenas não exerce a sua função. Ele apenas não faz o que é preciso. Então o que acontece? Quando a energia vai fluir para os dedos, no polegar ela não flui. Cria-se, assim, um hábito: a energia não flui ali. Só que, quando os 4 dedos passam a perceber que alguma coisa não, há um movimento porque tudo na natureza é solidário. Eles são impulsionados ao sim, e há um dedo que não. Quando todos tomam contato de que o polegar não cumpre a sua função, começam os exercícios para que ele sim, para que ele cumpra a sua função e a energia flua. Até que ele sim, cumpra-a. Enquanto ele não cumpre, é ego; depois que sim, passa a ser essência, porquanto era o tempo todo essência, mas essência não. 
Vamos nominar cada dedo com uma virtude essencial: amor, compaixão, mansidão, perdão e humildade. Cada dedo existe para exercitar a sua função. Quando o polegar não, quando não há o exercício da virtude da humildade, o não que se cria aqui chamamos de orgulho, porque o orgulho é um não valor. Ele é não real, porque o real nunca acaba. A partir do momento em que começamos a exercitar a humildade, o orgulho começa a desaparecer, pois se torna sim, o valor real. É claro que essa transmutação vai acontecer gradualmente no processo de desenvolvimento da inteligência consciencial. 
Podemos, então, sintetizar dizendo que o autoconhecimento é o movimento de discernir, buscando perceber em nós os sentimentos egoicos, tratando-os como emoções transitórias, possíveis de serem controladas e transmutadas, por meio do desenvolvimento das virtudes originadas no Ser Essencial que somos. 
Quando utilizamos esse discernimento, refletindo sobre as nossas emoções, o autodomínio torna-se uma tarefa possível de ser realizada. Lamentavelmente, a maioria das pessoas, ao invés de ressignificar as emoções egoicas evidentes desenvolvendo as virtudes, tenta reprimi-las e bloqueá-las, criando as máscaras do ego, processo de fuga da realidade que apenas retarda o encontro com o Ser Essencial que somos. 
Portanto, o caminho inteligente consciencialmente é o desenvolvimento gradual das virtudes essenciais.  
Deixe o seu comentário sobre o que você achou deste artigo, ou a sua pergunta, se tem alguma dúvida. Sugestões de temas para futuros artigos também são bem-vindos! 
Até o próximo artigo! 

Deixe uma resposta

Seu endereço de e-mail não será publicado.

Olá!
Precisa de ajuda?