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Como Acontece a Prática Das Virtudes

Como Acontece a Prática Das Virtudes

Neste artigo, vamos refletir sobre as fases a serem realizadas para que aconteça a prática das virtudes.

Quando o indivíduo recusa-se a seguir o código moral das leis, ou seja, nega-se a exercitar as virtudes devido à ignorância ou rebeldia, é porque ainda a personalidade está plenamente identificada com o ego, que se caracteriza pelo desejo do prazer e afastamento da dor.

Acontece que essa escolha egoica, por se constituir em um afastamento do dever para consigo mesmo de desenvolver as virtudes essenciais, vai gerar muitos conflitos conscienciais, que podem aprofundar traumas intra e interexistenciais, gerando carências, doenças mentais e emocionais e somatizações, sofrimentos esses resultantes da fissão gradativa do eixo ego-Ser Essencial.

 Somente quando o indivíduo toma a decisão de se autoconhecer, percebendo as causas reais dos seus sofrimentos e resolve por desenvolver as virtudes essenciais é que vai gerar a real libertação da dor e produzir o prazer real, duradouro, muito diferente dos prazeres sensuais e efêmeros do ego, pois proporciona a alegria de viver e intenso bem-estar, resultante da fusão do eixo ego-Ser Essencial, no qual o ego com a personalidade se tornam instrumentos para o desenvolvimento do próprio Ser Essencial.

Para desenvolver as virtudes, somos convidados a passar por três fases: a identificação essencial, o autoacolhimento afetuoso e o exercício efetivo.

Estudemos em detalhes cada fase:

  • IDENTIFICAÇÃO ESSENCIAL: o primeiro passo no desenvolvimento das virtudes é reconhecer que elas já existem em nós em estado de latência no Ser Essencial que somos e que é pelo exercício delas que transmutamos os sentimentos egoicos que temos.

            Este reconhecimento é fundamental, pois, muitas vezes, acreditamos que as virtudes estão muito distantes de nós e que o seu desenvolvimento representa uma utopia.

            Porém, essa ideia não é real.

            O que é real é que já trazemos todas as virtudes latentes, como pequenas sementes dentro de nós, esperando apenas que as cultivemos.

            Essa é a nossa verdadeira natureza.

            O ego, com seus desejos e mascaramentos, é apenas um processo transitório em nós.

            Portanto, quando sentimos vontade de desenvolver determinada virtude como a serenidade para nos libertarmos da ansiedade, é importante lembrar que o primeiro passo é se identificar com essa virtude que já existe dentro de nós.

            Muitas vezes, já a começamos desenvolver.

            Utilizando a analogia da semente, para determinada virtude ela já pode ter germinado e estar como um pequeno arbusto, outra virtude ainda está na forma de semente, em outra a plantinha acabou de germinar, enfim, as várias possibilidades existem em você, aguardando o cultivo.

            O que importa é saber que você já traz todas essas virtudes dentro do núcleo mais profundo do seu ser.

            Identificar-se com essa realidade é fundamental.

  • AUTOACOLHIMENTO AFETUOSO: sentir afeto por si mesmo e pela virtude em desenvolvimento por meio do autoacolhimento constante, evitando se julgar e se condenar ao reconhecer os sentimentos egoicos evidentes e mascarados se manifestando.

Eles somente representam o não exercício da virtude correspondente.

É muito comum as pessoas se rejeitarem quando percebem as suas escolhas equivocadas, mas não é assim que vai acontecer a transmutação.

Quando nos rejeitamos, acabamos por desenvolver um mascaramento dos sentimentos egoicos e não a sua transmutação, produzindo pseudovirtudes.

Somente nos acolhendo incondicionalmente é que iremos tomar a decisão de mudar as nossas escolhas, fazendo a escolha consciencial de desenvolver as virtudes.

  • EXERCÍCIO EFETIVO: a terceira etapa do desenvolvimento das virtudes constitui-se no exercício gradual das virtudes no dia a dia por meio do esforço de autoconhecimento, autodomínio e autotransformação, sabendo que o processo de transmutação dos sentimentos negativos do ego por meio do exercício das virtudes deve ser gradativo e suave.

            Por isso, o desenvolvimento das virtudes é algo que acontecerá aos poucos, requerendo um esforço continuado, paciente, perseverante e disciplinado como o cultivo de uma árvore frutífera pede.

            Nas várias experiências em que um sentimento egoico se manifestar, a pessoa é convidada a exercitar a virtude que o transmuta.

            Nesse esforço, às vezes ela não consegue praticar a virtude, outras vezes consegue parcialmente e em outras pode conseguir diluir o sentimento egoico que se manifestou naquele momento.

            Qualquer que seja o resultado, é fundamental que ela continue o acolhimento afetuoso da fase anterior todas as vezes em que não conseguir exercitar a virtude ou quando o fizer parcialmente, pois o processo de mudança é assim mesmo, realizado de uma forma gradual, com suavidade e leveza.

            Para que essa suavidade e leveza aconteçam somos convidados a refletir sobre como ocorre o processo de transformação interior.

            A verdadeira transformação não acontece de forma abrupta, mas gradual.

São três passos para que ocorra a transformação interior: informação, formação e transformação.

  • INFORMAÇÃO: Primeiramente, a pessoa que está interessada em tornar a sua vida melhor por meio do processo de autoconhecimento e do desenvolvimento das virtudes é informada sobre a Verdade.

A informação acontece pelo conhecimento da realidade da vida. Por exemplo, ser informado sobre a presença do código moral de leis na consciência e o convite para desenvolver virtudes para cumprir esse código.

Essa é uma informação importante, mas não gera transformação.

A partir da informação, somos convidados a entrar na próxima fase, que é a formação.

  • FORMAÇÃO: acontece pela reflexão sobre o conteúdo informado, de modo que a pessoa possa internalizar esse conteúdo, por meio de múltiplas reflexões do que ela quer para a sua vida.

É a fase na qual a pessoa vai tomar a decisão consciencial de colocar aquilo que ela aprendeu pelas informações como algo vivo e pujante dentro de si, de modo que faça todos os esforços para praticar aquilo que tomou conhecimento.

Se não houver essa decisão consciencial a Verdade será apenas uma informação a mais que ela obteve, mas como a Verdade é profundamente estimuladora, ela ficará estimulando a pessoa a tomar a decisão consciencial que acontecerá cedo ou tarde.

Na visão da Psicologia Consciencial não há ninguém que em um dado momento não vá se cansar de uma vida sem sentido e decidirá por colocar em prática o código moral de leis para se sentir pertencendo ao Universo, e, com isso, ser feliz.

Portanto, são múltiplos os exercícios realizados por meio de esforços continuados, pacientes, perseverantes e disciplinados para que haja a formação das virtudes essenciais.

  • TRANSFORMAÇÃO: acontece de forma gradual, a partir dos esforços de internalização do conteúdo informado por meio da formação moral.

Quando observada no curto prazo tem-se a impressão que a transformação não está acontecendo.

Se você tem sinceridade de propósitos em seu processo de internalizar as informações por meio da formação realizada por meio do exercício constante das virtudes a transformação acontece de uma forma natural e gradual.

 Quando desejamos uma transformação abrupta devido à exigência de perfeição e ao sentimento de obrigação vai haver, de uma forma subconsciente ou consciente, um processo de autossabotagem dessa tentativa de se obrigar a praticar as virtudes.

Não é possível desenvolver virtudes, obrigando-se, por que ao agir assim você estará afrontando uma das leis do código moral em sua consciência: a lei de liberdade.

O sentimento de obrigação e a exigência de perfeição são sentimentos egoicos que têm a intenção positiva de realizar a ação de praticar as virtudes, mas a direção aplicada à intenção é totalmente equivocada, porque afronta a lei de liberdade.

Para que haja a conexão com a lei de liberdade, você será convidado a exercitar duas virtudes: o sentimento de liberdade e o discernimento para poder fazer a escolha consciencial de se permitir a partir das informações sobre a Verdade, a gradual formação por meio da virtude da reflexão, de modo que a transformação aconteça.  

            Novamente, utilizando a analogia da semente, é importante lembrar que você está produzindo um grande pomar com frutos deliciosos e que o cultivo de todas essas árvores das virtudes requer tempo e cuidados constantes, mas que valem a pena serem realizados, pois o resultado será muito gratificante.

Para saber se você realmente está realizando o trabalho de desenvolver as virtudes, é importante fazer uma autoavaliação periódica, analisando-se em diferentes épocas de sua vida com relação à determinada virtude que você está exercitando.

Pergunte-se como você estava com relação a tal virtude há um ano, há dois anos, há cinco anos, enfim, em diferentes épocas de sua vida, e avalie-se de forma autêntica e verdadeira se a virtude está mais presente em suas atividades diárias.

Lembre-se sempre de que você só percebe a transformação ocorrendo observando-se em períodos de tempo mais longos.

Se perceber-se exercitando a virtude gradualmente é porque você está no caminho certo, caso contrário analise-se para saber onde estão as falhas para poder corrigi-las.

Outra maneira de se avaliar é por meio das virtudes-avaliação: suavidade, leveza e contentamento.

Quando desenvolvemos as virtudes, a nossa vida vai se tornando cada vez mais suave e leve e um contentamento toma conta de nós, mesmo nas situações mais desafiadoras, porque nos percebemos evoluindo em cada experiência que a vida nos traz para aprendermos uma lição.

A leveza, suavidade e contentamento que sentimos não quer dizer que o processo de desenvolvimento de virtudes é fácil e totalmente prazeroso.

Ao contrário, é um processo trabalhoso e, muitas vezes, sentimos desconforto em realizá-lo, porquanto ainda não temos o hábito de exercitar as virtudes, mas sempre poderemos sentir o contentamento e a alegria existencial de tomar essa decisão consciencial.

Aos poucos, o processo de autoconhecimento e autotransformação vai se tornando um hábito cada vez factível, tornando a nossa vida mais suave, leve, e aí, sim, o prazer de se melhorar vai tomando conta de nós, até se tornar uma alegria existencial constante repleta de suavidade e leveza para dirimir cada conflito que surge.

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