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Jesus-Cristo, Modelo De Virtudes

Jesus-Cristo, Modelo De Virtudes

Neste artigo, vamos refletir sobre Jesus-Cristo como modelo de virtudes a serem desenvolvidas por todos nós quando nos conscientizamos que o exercício das virtudes é a única forma de alcançar o equilíbrio emocional e a felicidade.

Vivemos hoje um momento novo para despontar no coração dos seres a mais viva fé e a convicção inquebrantável nas verdades imortais, que hoje já não são patrimônio das religiões instituídas, mas objetos de estudo das ciências.

Por isso, apresentamos como modelo de virtudes para todos nós Jesus Cristo.

Jesus é um pensador incomum, um homem de conduta transcendente.

A sua posição no conceito da Psicologia Consciencial ultrapassa questões dogmáticas, teológicas, transitórias e territoriais.

Para desenvolver as virtudes, precisamos de referências, porquanto a prática das virtudes é algo muito trabalhoso, porque o ego ainda dita muito de nossa conduta.

É mais fácil enquanto estamos revestidos da personalidade transitória dar vazão aos sentimentos do ego, tanto em sua face evidente quanto mascarada.

Entretanto, a partir do momento em que despertamos para as questões conscienciais da vida, agir egoicamente traz muitos conflitos conscienciais, que nos geram muita dor.

Por isso, buscamos a exemplificação do Cristo para nos servir de referência para o esforço em praticar as virtudes e nos libertar dos conflitos e da dor.

Jesus praticou, quando esteve entre nós, atos muito acima da média e não se pode dizer que o meio o auxiliou, porquanto o meio nem preparado estava para as suas ideias e habilidades.

Portanto, o Cristo representa na Terra o início da real compreensão do ser cósmico e transcendente, a ponte possível de o ser humano encontrar-se completamente com a sua essência transcendental.

Ele é, sem dúvida, a magna vivência do código moral de leis em todos os sentidos, um Ser que superou a personalidade, pois nenhum movimento do meio pôde abalar-lhe as convicções.

Várias teorias vigentes na Psicologia ainda propagam que o ser humano é produto do meio e que tudo que ele vivencia é o efeito de mecanismos biológicos e que ele nada mais é do que um organismo pensante.

Todavia, essa visão reducionista não explica uma série de fenômenos, principalmente esse anseio que existe por uma sociedade mais ética e mais moralizada, que, apesar da superficialidade em que vivemos, é geral.

É paradoxal a existência de uma superficialidade social e, ao mesmo tempo, o anseio por uma sociedade mais ética e responsável para que tenhamos um mundo melhor para todos.

Todavia, quando analisamos esse fato pelo prisma da Psicologia Consciencial, não é tão paradoxal assim, pois trazemos ínsito em nós os estímulos que nos convidam a uma postura mais ética e moral.

Já temos os parâmetros para uma sociedade justa e ética, os quais nos foram legados por Jesus Cristo, que transcendeu o meio em que viveu, estabelecendo novos paradigmas de conduta a partir da sua própria exemplificação.

Jesus, portanto, é o arquétipo que todo ser humano, consciente ou subconscientemente, almeja ser e um dia será.

Os cientistas materialistas não consideram a exemplificação como um método.

Dizem que a exemplificação da conduta ética é apenas da alçada da moral ou alguns ainda professam, com ironia, da religião.

Todavia, a conduta, antes de tudo, é da alçada da psicologia do indivíduo, pois é a manifestação exterior, material do que existe interiormente e mentalmente.

Sendo assim, ninguém poderia se conduzir de determinada maneira que destoasse da sua habilidade e da sua autoridade psicológica.

Somente quem possua o psiquismo equilibrado e bem organizado pode responder ao meio acima do meio, senão seria apenas uma resposta condicionada.

O Cristo demonstrou ir além do meio e assim demonstrou ser uma consciência acima das conquistas humanas até a sua época, o que demonstra a transcendência de sua conduta.

O ser humano é convidado a se deparar com forças superiores às dele e, quando se reconhece essas forças, ele tem duas escolhas: entregar-se a elas com consciência dessa superioridade amorosa ou rebelar-se e negá-las, não podendo, entretanto, mudar os fatos como eles são.

A Psicologia Consciencial auxilia o ser humano a se entregar com consciência a essa força superior, a Fonte que criou toda a humanidade.

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