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Como se libertar do sentimento de culpa

Um dos sentimentos que mais gera doenças para o ser humano é a culpa, enfermidades tanto de ordem física quanto de ordem mental e emocional.

A culpa é um sentimento composto de três outros: autojulgamento, autocondenação e autopunição, com os quais a pessoa se distancia da lei de amor porque exige de si uma perfeição, mas sem a coragem de se permitir o aperfeiçoamento gradativo a partir das várias ações que tem durante a vida a serem transformadas em experiências-aprendizado.
Trata-se de um processo de irresponsabilidade frente à vida, pois, o indivíduo em vez de buscar aprender e reparar os erros que comete produz um estado de lamentação e estagnação quando erra.
Quem se culpa é alguém muito exigente consigo mesmo, não se permitindo o erro, devido ao perfeccionismo, que significa literalmente culto à perfeição.

O perfeccionista

A pessoa perfeccionista é aquela tem muito medo de errar e, por isso, procura fazer tudo perfeito, certinho, sem o mínimo erro. Exige essa perfeição de si mesma e das outras pessoas também.
Quando algo sai errado, como é comum acontecer, pois ainda estamos muito distantes da perfeição, o perfeccionista não aceita o erro. Culpa-se e pune-se por isso, quando é ele mesmo a errar, ou culpa e pune a outrem, quando outra pessoa praticou o ato errado.
Observando-se as aparências, poderemos achar que ter perfeccionismo é algo bom, pois a pessoa está sempre procurando fazer as coisas perfeitas, pelo medo terrível que ela tem de errar. Mas isso é muito diferente da virtude do esforço de aperfeiçoamento, porquanto quem a desenvolve aceita que ainda não é perfeito e, portanto, admite o erro, analisando-o como um processo de aprendizado e crescimento.

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Autoperdão

Somente é possível nos libertar da culpa cultivando a virtude do autoperdão, que é um sentimento filho do amor e da compaixão por si mesmo, pois não significa acreditar que o erro é desculpável de uma forma simplista. Ao contrário, perdoar-se envolve a virtude da autoconsciência, com a qual o indivíduo sabe que é responsável pelas escolhas que realiza.
Quando erra, devido a ter agido de forma impulsiva, exercita as virtudes da humildade, da mansidão e do sentimento de aprendiz, promovendo o autoacolhimento responsável, no qual assume a verdade, ou seja, que errou, qualquer que seja o erro, mas que pode aprender com ele e repará-lo, quantas vezes forem necessárias.

Autoamor

É isso que o autoamor e a autocompaixão geram: oportunidade de aprendizado e reparação! Para isso, a pessoa deve exercitar o sentimento de aprendiz, vendo-se como alguém digno de se arrepender, aprender e reparar, propiciando a sua autotransformação responsável.
Acontece com isso, a libertação do perfeccionismo, porquanto a pessoa irá liberar-se do medo de errar para focar na sua capacidade de aprender em todas as circunstâncias.

Quem se sente um aprendiz da Vida dá o melhor de si mesmo para fazer escolhas conscienciais, realizando esforços de aperfeiçoamento, transmutando tanto a negligência em relação a aprender nas várias experiências-desafio da vida, quanto a exigência de perfeição. Entretanto, mesmo dando o melhor que pode para fazer as coisas bem feitas, admite que pode errar e o erro é uma oportunidade para aprender e se superar.

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Agindo assim a culpa vai sendo gradualmente liberada por meio do autoperdão.
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