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Como transformar as crenças dos modelos familiares agindo de forma consciente e amorosa

Como transformar as crenças dos modelos familiares agindo de forma consciente e amorosa

Por que repito as atitudes que não gosto ou critico de minha mãe? (última parte)

Nos artigos anteriores refletimos sobre a história de vida de Heloísa que repete padrões de educação que recebia da mãe, os quais detesta porque repete de uma forma subconsciente o modelo familiar herdado de sua mãe. Neste refletiremos que ações Heloísa pode realizar para poder ressignificar o modelo familiar herdado.

   A maioria de nós traz um sistema de crenças que se tornou um conjunto de crenças-mito, verdadeiros tabus, em relação à vida familiar. Temos, comumente, padrões rígidos de como a família deve se comportar. Como, por exemplo, uma mãe, ou um pai, deve se comportar em relação ao filho. Como os filhos devem se comportar em relação ao pai e à mãe. Como os irmãos têm que se comportar. Trazemos uma série de crenças que adquirimos, baseadas nas crenças que herdamos dos nossos antepassados, formando todo um sistema de crenças, nem sempre de acordo com a lei de amor.

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Muitas vezes esse sistema de crenças está baseado no desamor ou no pseudoamor, que é mais comum em nossa sociedade. Como o desamor é muito punido e reprimido, na verdade criamos todo um sistema de crenças baseado na repressão do desamor, e quando reprimimos o desamor, desenvolvemos o pseudoamor.

Para definir esses modelos familiares usaremos uma metáfora, comparando a família, com uma casa. Com raras exceções, o modelo dos padrões familiares que herdamos de nossa família de origem e a da que constituímos, é de uma casa toda defeituosa, com as paredes tortas, o piso desnivelado, o telhado com goteiras, as coisas todas fora do lugar.

Somos convidados, pela vida, a desconstruir e reconstruir essa casa de uma maneira mais correta. Para isso, há somente uma condição imprescindível: necessitaremos fazer isso morando na casa, pois não dá para nos mudarmos dela, para depois voltarmos. Não dá para dizer vou passar um tempo em outra e depois volto com tudo reconstruído, porque essa casa é a nossa própria família em funcionamento, e não é possível mudar de família para uma outra mais equilibrada, para depois voltar para a nossa.

O convite, portanto, é o de tirar cada tijolo daqui e o colocar ali, no lugar certo. Isso será feito com todo o material da casa, que são as crenças formadoras do modelo de nossa família.

O trabalho de ressignificação desses modelos familiares se faz num processo contínuo de desconstrução gradativa e suave, para irmos reconstruindo aos poucos. Por quê? Como precisamos continuar morando na mesma casa, não dá para desconstruir tudo de uma vez, senão vamos ficar ao relento.

É o que Heloísa é convidada a realizar. Tomar consciência do modelo que herdou de sua mãe, acolher-se e buscar a mudança gradual. Deve fazer o contrário do que está fazendo porque ela tem reprimido o modelo herdado. É como se ela quisesse destruir a casa e não desconstruir gradualmente e reconstruir.

Por que construímos a nossa família assim, como uma casa desajeitada, ao invés de já construí-la de forma correta? Isso acontece devido ao desamor e ao pseudoamor que ainda cultuamos.


A leis em nossas consciências

Na abordagem da Psicologia Consciencial trazemos um código moral de leis em nossas consciências. Uma lei muito especial é a de amor. Essa Lei está gravada em nossa consciência, pois provém do Amor Divino presente em nós, no Ser Essencial que somos.

Todos nós, mesmo aqueles que estão praticando o desamor, trazemos essa lei na consciência e, muitas vezes, tentamos descumpri-la.

A consciência é como uma luz que fica brilhando o tempo todo em nós. Muitas vezes jogamos lama nessa luz, a emporcalhamos. Ela fica ali, toda suja, encoberta pela lama. Parece que parou de brilhar, mas não é verdade. Ela continua brilhando, mesmo que esteja totalmente coberta de lama, quando praticamos deliberadamente o desamor.

Ao praticar o desamor ou tentar ocultá-lo com o pseudoamor, o que acontece? Simplesmente saímos do padrão natural de vibração do Universo. Vamos supor, metaforicamente, que a vibração do Universo seja semelhante a um eixo de luz vertical. Todo o Universo nos convida à essa vibração no sentido vertical, que é produzido pela prática do amor.

Quando praticamos o desamor, realizamos um movimento totalmente desconectado, todo desconjuntado, fora do padrão vertical. Quando praticamos o pseudoamor é como se quiséssemos fazer uma linha reta, mas fazemos uma linha toda tremida. Ela tenta imitar a linha reta, mas não tem como o pseudoamor ser reto.

Quando vibramos de uma forma diferente do Universo haverá o surgimento de um incômodo dentro de nós. Como o código moral está o tempo todo nos impulsionando a consciência, cedo ou tarde vamos ao encontro desse código para praticar o amor.

Para que desenvolvamos uma família saudável é fundamental que desconstruamos esse sistema de crenças baseados no pseudoamor e no desamor. Isso acontece por uma prática consciente da virtude do amor, por meio de esforços continuados, pacientes, perseverantes e disciplinados para exercitar o amor.

Dentro da visão sistêmica, se uma pessoa muda o seu padrão de crenças, influenciará todas as demais a mudar. Essa influência poderá gerar mudanças no outro, ou não, dependendo da receptividade que este tiver em relação à influência.

Independentemente da mudança do outro ou não, quem muda, exercitando a virtude do amor, já experimenta os benefícios dessa mudança. É o que aconteceu com Heloísa, que ao se modificar melhorou muito o relacionamento com as filhas, apesar do modo como a mãe ainda se relaciona com ela continuar o mesmo, ela encontra-se, atualmente, pacificada, porque não deseja mais mudar o jeito de sua mãe, mas sim, a sua forma de perceber o mundo.

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