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A psique humana na visão da Psicologia Consciencial

A psique humana na visão da Psicologia Consciencial

Em nossos estudos de Psicologia Consciencial, as evidências empíricas realizadas pelo método terapêutico da regressão de memória a existências passadas demonstram que o ser humano é um Ser Espiritual momentaneamente vivendo em um corpo físico, ocupando uma personalidade transitória, são muito claras. Já tivemos outras personalidades em existências anteriores.

Essas personalidades anteriores, muitas vezes, manifestam-se em conjunto com a personalidade atual. Quando isso acontece, damos o nome de subpersonalidades a essas tendências vividas no passado, manifestando no presente.
Nós somos herdeiros de nós mesmos, ou seja, tudo o que realizamos na existência atual fica registrado em nossa consciência, assim como o que fizemos em existências anteriores, cujas memórias estão esquecidas, mas que se manifestam emocionalmente, de uma forma subconsciente, por meio de conflitos existenciais e, por isso, geram influências na personalidade atual.
Os conflitos surgem porque o Ser Essencial que nós somos é uma energia de amor, mas ainda temos envolvendo a Essência uma camada de imperfeição e ignorância a ser aperfeiçoada. Deus não nos cria perfeitos, mas passíveis de aperfeiçoamento pelo nosso próprio esforço, porque devemos ser responsáveis pela nossa própria evolução, como tudo que existe na Natureza.
Aprofundemos um pouco mais nessa questão na visão da Psicologia Consciencial para entender como isso funciona.
Representemos, didaticamente, a psique humana como sendo formada por três esferas concêntricas. A camada mais interna representa o Ser Essencial permeada pela energia do amor; a intermediária e a externa representam o ego, a ignorância a ser transformada, sendo a primeira a face evidente do ego, permeada pela energia de desamor e a segunda, a face mascarada do ego, permeada pela energia do pseudoamor.

Esquema representativo da psique humana em uma abordagem psicológica consciencial

A evolução espiritual acontecerá nas múltiplas existências que temos. Em cada existência, utilizamos uma personalidade composta da totalidade psíquica que abrange o Ser Essencial e o ego. As virtudes que adquirirmos em cada existência se tornam patrimônio do Ser Essencial em evolução e os sentimentos egoicos que damos vazão na atual personalidade e que vitalizamos nas personalidades que tivemos no passado também se constituem em processos que produzirão conflitos a serem solucionados ao longo das experiências que passamos.
O Ser Essencial é o Centro da Consciência em que estão fixadas todas as características positivas e valores reais do indivíduo. O Ser Essencial somos nós em estado de luz natural. É o nosso lado amoroso, bom e belo; a Essência Divina que somos.
No Ser Essencial encontramos, de forma latente, todas as potencialidades que vão emergir e se desenvolver, aos poucos, a partir do momento em que o indivíduo se identifica consigo mesmo e com o Arquétipo Primordial, em um processo muito profundo de conexão com o código moral de leis presente em sua consciência. Seu ponto culminante é o estado de iluminação por meio do exercício das virtudes essenciais.
Originam-se no Ser Essencial todas as virtudes essenciais que nos caracterizam: bondade, fraternidade, solidariedade, compaixão, justiça, sinceridade, tolerância, amizade, autoestima etc., enfim, todos os valores derivados da energia de amor, os quais o compõem.

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O ego é a camada de ignorância e imperfeições que envolve o Ser Essencial. Nele, ficam registradas todas as experiências equivocadas, nas quais não colocamos em prática o amor essencial. É composto de duas faces:
A face evidente do ego é a parte do ego em que ficam registrados todos os sentimentos que representam a ausência do exercício da virtude essencial correspondente. Esses sentimentos se originam na energia de desamor que compõem o ego. Exemplo: ódio, raiva, mágoa, ressentimento, angústia, tristeza, ansiedade, desespero, medo, pânico, violência, cólera etc.
Todos esses sentimentos ditos negativos apenas representam o movimento egoico de não valor, ou seja, o não exercício das virtudes essenciais e, por isso, são transitórios. Existem enquanto não nos dispomos a cultivar os sentimentos reais, que são as virtudes essenciais.
A face mascarada do ego é a parte do ego disfarçada, mascarada, em que o ego lança mão dos seus instrumentos de defesa e fuga. As máscaras originam-se na energia de pseudoamor, em que o indivíduo, consciente ou subconscientemente, mascara os sentimentos egoicos evidentes com sentimentos aparentemente positivos. Exemplo: euforia, autopiedade, perfeccionismo, pseudoperdão etc.
Observando-se os sentimentos mascarados superficialmente, tem-se a impressão de que eles são reais, mas, se os analisarmos em profundidade, perceberemos que eles são falsos; parecem reais, mas não o são, já que continuam sendo um não valor que se origina na energia do pseudoamor, para encobrir sentimentos oriundos na ausência do amor.
As máscaras podem, quando vitalizadas, impedir o contato mais profundo com o Ser Essencial, pois, ao parecer que cultiva as virtudes essenciais, o indivíduo cristaliza esses sentimentos falsos.

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