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Você sabe o que é o conciliador interno e por que ele é tão importante para você se libertar da culpa?

Você sabe o que é o conciliador interno e por que ele é tão importante para você se libertar da culpa?

Esta semana recebemos uma pergunta da Angélica de Bagé no Rio Grande do Sul, que nos questiona porque é tão difícil se libertar da culpa.

Angélica cultua o perfeccionismo há muitos anos e tem o hábito de se exigir perfeição o tempo todo.

Ao mínimo erro ela entra em uma ruminação mental na qual fica repetindo pensamentos do tipo: eu não podia ter cometido esse erro. Aonde já se viu eu cometer um erro desses com toda a minha experiência. Eu tinha que ter feito tudo para não errar, mas agora só posso lamentar esse erro que cometi.

Devido a isso sente uma culpa enorme e fica ruminando durante muito tempo os erros que comete e é claro que se sente muito mal consigo mesma devido a isso.

Ela pergunta o que pode fazer para superar isso, porque já não aguenta mais viver assim.

Neste artigo, vamos responder à pergunta da Angélica, que é um problema de muitas pessoas: Como se libertar da culpa?

A culpa é um sentimento composto de três outros: autojulgamento, autocondenação e autopunição, com os quais a pessoa se distancia da lei de amor porque exige de si uma perfeição impossível.

Quem se culpa é alguém muito exigente consigo mesmo, não se permitindo o erro, devido ao perfeccionismo, que significa literalmente culto à perfeição, como vemos no caso de Angélica.

A pessoa perfeccionista é aquela tem muito medo de errar e, por isso, procura fazer tudo perfeito, certinho, sem o mínimo erro.

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Exige essa perfeição de si mesma e das outras pessoas também.

Quando algo sai errado, como é comum acontecer, pois ainda estamos muito distantes da perfeição, o perfeccionista não aceita o erro.

Culpa-se e pune-se por isso, quando é ele mesmo a errar, ou culpa e pune a outrem, quando outra pessoa praticou o ato errado.

Observando-se as aparências, poderemos achar que ter perfeccionismo é algo bom, pois a pessoa está sempre procurando fazer as coisas perfeitas, pelo medo terrível que ela tem de errar.

Mas isso é muito diferente da virtude do esforço de aperfeiçoamento, porquanto quem a desenvolve aceita que ainda não é perfeito e, portanto, admite o erro, analisando-o como um processo de aprendizado e crescimento.

O perfeccionista é convidado a desenvolver a coragem de se permitir o aperfeiçoamento gradativo a partir das várias ações que tem durante a vida a serem transformadas em experiências-aprendizado.

Façamos uma análise profunda das razões profundas que geram a exigência de perfeição.

Há uma tendência em nossa cultura, devido aos processos religiosos teológico-dogmáticos derivados dos princípios judaico-cristãos deturpados, de julgarmos as nossas ações de forma dualista: pecado/acerto, mal/bem, mau/bom etc.

Sabemos, dentro de uma abordagem psicológica consciencial, que os erros e o mal acontecem em nós quando nos afastamos do amor, significando a ausência do exercício do amor.

O problema é que o julgamento de valor gera os sentimentos da culpa ou da desculpa, que nos distanciam mais ainda do amor.

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Devido a essa concepção teológico-dogmática da doutrina dos pecados capitais, criou-se um princípio relacionado ao julgamento, condenação e punição daquele que peca, ou seja, daquele que erra.

Essa concepção está muito arraigada em nossa sociedade, especialmente a ocidental, pois somos espíritos em evolução que já passamos por muitas experiências de doutrinação pelas igrejas que se dizem cristãs, mas que deturpam o pensamento do Cristo.

Dessa forma, de modo geral, temos, psicologicamente, um julgador interno, que fica nos julgando, condenando e punindo o tempo todo.

Isso acontece até com pessoas que não são religiosas ou que já se libertaram das religiões dogmáticas e castradoras, porque trazemos subpersonalidades que viveram traumas muito intensos em relação a esses julgamentos, especialmente na Idade Medieval.

Por que estamos dizendo que esse processo é resultante de uma deturpação do pensamento de Jesus?

Vejamos como é verdadeiramente a proposta do Cristo, dentro da chamada terapia dos símbolos utilizada pela Psicologia Consciencial.

A resposta está na parábola da conciliação com os adversários.

Parábola da conciliação com os adversários (Mateus 5:25,26)

Concilia-te depressa com o teu adversário, enquanto estás no caminho com ele, para que não aconteça que o adversário te entregue ao juiz, e o juiz te entregue ao oficial, e te encerrem na prisão.

Em verdade te digo que de maneira nenhuma sairás dali enquanto não pagares o último ceitil.

Façamos, agora a exegese da parábola à luz da Psicologia Consciencial.

            Quem é esse adversário que Jesus recomenda que conciliemos?

Esse adversário trata-se, na visão psicológica consciencial, de nosso próprio ego com os sentimentos evidentes e mascarados, tais como o desamor, o ódio, a cobiça, o sensualismo, a mágoa, o ressentimento, a crueldade, a indiferença, o puritanismo, o perfeccionismo etc.

Concilia-te depressa com o teu adversário, enquanto estás no caminho com ele significa, portanto, acolher o sentimento egoico depressa, enquanto estamos no caminho com ele, ou seja, aqui e agora, no momento em que ele está se manifestando, de modo a exercitarmos as virtudes que transmutam os sentimentos egoicos, a começar pelo autoacolhimento amoroso.

Quando acolhemos os sentimentos egoicos dessa forma, em vez de eles serem nossos adversários tornam-se nossos amigos.

É assim que devemos tratar o nosso ego, como um auxiliar para a nossa evolução.

O objetivo de estarmos ocupando uma nova personalidade é de conciliarmos com o nosso passado, ou seja, utilizar a personalidade atual sintonizada com o Ser Essencial, o conciliador interno, para conciliar e curar os sentimentos egoicos evidentes e mascarados.

Se agirmos assim, faremos o trabalho que deve ser feito, isto é, exercitar as virtudes essenciais para gradualmente transformar os sentimentos do ego nos valores essenciais.

Contudo, ainda são poucas pessoas que fazem a conciliação.

A maioria espera que o adversário entregue ao juiz, o juiz entregue ao oficial e o encerrem na prisão.

Juiz, aqui, não é o profissional do direito, e sim o julgador interno, que, devido à concepção religiosa teológico-dogmática, realiza o autojulgamento, a autocondenação (entrega ao oficial) e a autopunição (encerrar na prisão), gerando a prisão da culpa.

Outra prisão é a desculpa, que também é formada do autojulgamento, mas, em vez da autocondenação, o indivíduo se autojustifica e assume a irresponsabilidade, que o prende aos sentimentos egoicos intensificados pela negligência em relação à vida.

Vejamos que o julgador interno também está presente, mas acontece uma alienação em relação à postura consciencial que devemos ter na vida.

Jesus diz que não sairemos da prisão enquanto não pagarmos o último ceitil, ou seja, assumirmos humildemente a nossa condição de aprendizes, refletindo que o erro faz parte de nossa vida e que o aperfeiçoamento acontecerá por meio dos acertos e dos erros, que somos convidados a aprender com eles e repará-los.

Somos convidados a substituir o julgador interno pelo conciliador interno, ou seja, o ideal é o autoacolhimento dos sentimentos egoicos antes de ir para a prisão, mas se porventura entrarmos na prisão da culpa, fazer exercícios de humildade para a substituição do julgador pelo conciliador, de modo a sairmos da prisão para evoluir por meio do aprendizado.

A respeito do processo de autojulgamento, é preciso entender que, ao fazer escolhas, teremos três possibilidades: escolhas com base na exigência de perfeição, escolhas com base na negligência do aperfeiçoamento e escolhas com base na autoconsciência do Ser que se sente aprendiz da vida.

As duas primeiras são egoicas e a terceira, consciencial.

Nas escolhas que fazemos com base na exigência de perfeição, dois sentimentos nos move: culpa e medo de errar.

O medo de errar, na verdade, é resultante da própria autopunição e de possíveis punições de Deus, devido à concepção teológico-dogmática.

O indivíduo se torna muito rígido, porquanto se policia o tempo todo para não errar.

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Esse é um processo que gasta muita energia porque não é possível para seres ainda imperfeitos não errar e, por isso, quando erra o indivíduo se envolve em um profundo autojulgamento, autocondenação e autopunição, criando um emaranhado que o prende ao erro mais ainda.

Somos convidados a refletir que não se liberta de um erro com outro erro.

Culpar-se é um grande erro, pois não gera aprendizado algum.

O movimento de percepção se torna, neste caso, distorcido, pois o substituímos pelo julgamento.

As escolhas com base na negligência do aperfeiçoamento estão relacionadas à impulsividade.

Enquanto na exigência de perfeição o indivíduo está o tempo todo se policiando para não errar, na negligência ele nem se incomoda sobre o que lhe vai acontecer devido aos seus erros.

Ele age por automatismo, de modo impulsivo, somente pensando nas consequências dos erros depois que eles já avançaram muito.

Também acontece uma distorção da percepção de si mesmo, visto que, depois que percebe os erros, há um julgamento para sempre se justificar, tentando fugir da responsabilidade e dos esforços para aprender.

No movimento extremo da exigência de perfeição, temos a pseudorresponsabilidade, e no outro extremo, a da negligência, temos a irresponsabilidade.

Nas escolhas autoconscientes, há sempre o exercício do sentimento de aprendiz.

O indivíduo sempre busca fazer o seu melhor nas ações que realiza, mas admitindo que pode acertar ou errar.

Portanto, a percepção deve ser fruto de uma observação amorosa de nós mesmos.

Para que possamos fazer isso, é necessário nos ver como Seres Essenciais, espíritos ainda ignorantes em processo de evolução, que têm o direito de errar para evoluir.

Essa atitude de ver a nós mesmos em essência vai nos ajudar a perceber que temos um ego, mas que somos mais do que ele.

Todos os seres humanos possuem um ego e por isso temos pensamentos, sentimentos e comportamentos egoicos, ainda negativos.

Esse movimento egoico nos leva a fazer coisas negativas tanto para nós quanto para os outros, pois é fruto da ignorância que ainda trazemos em nós.

A observação amorosa de nós mesmos nos levará apenas a classificar os nossos sentimentos como egoicos, necessitando de transmutação, de reparação e não de julgamento e condenação, ou como essenciais com cujas qualidades estaremos transmutando o movimento egoico.

Todos, em maior ou menor grau, nos encontramos nas mesmas condições, por isso somos convidados a ver tanto a nós mesmos quanto aos outros com compaixão, isto é, que por trás do erro existe um ser humano querendo acertar, mesmo que ele ainda não tenha consciência disso.

Portanto, o sentimento amoroso da compaixão em substituição ao julgamento vai nos auxiliar a aceitar a nós mesmos como somos e os outros como eles são, compreendendo as atitudes egoicas que temos e que os outros têm.

Essa atitude é o que nos proporciona levar a vida com mais leveza.

É também o princípio que vai nos conduzir ao amor ao próximo, pois nos leva a sermos indulgentes com os erros dos outros.

Outra questão fundamental é analisar o movimento que temos em relação à idealização e realização.

Somos convidados a perceber a diferença existente entre o eu idealizado e o eu real, a perceber que não somos nem pessoas perfeitas, nem pessoas execráveis.

Por isso, a compaixão é tão importante, pois nos leva, apesar de nossas imperfeições, a buscarmos o melhor para nós mesmos, dentro da realidade possível.

A realidade para nós não é possível de ser perfeita, ideal, ainda, mas é passível de ser aperfeiçoada a cada instante, em que se busca sempre um ideal a ser realizado.

O real estará cada vez mais próximo do ideal, quanto maior for o nosso esforço.

Somos convidados a fazer exercícios da vontade, realizando esforços continuados, pacientes, perseverantes e disciplinados para tornarmos cada vez mais o real ideal, e o ideal passível de ser realizado.

Somente dessa forma podemos nos libertar da exigência de perfeição geradora da culpa.

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